Portão amarrado em fio que já caiu duas vezes em cima de porteiro é retrato do descalabro da gestão Bocalom
A Escola Municipal Afonso Pinto, localizada no bairro Plácido de Castro, no coração da Baixada da Sobral, enfrenta há pelo menos seis meses uma situação alarmante que escancara o descaso da gestão municipal com a educação e a segurança pública. O portão principal da unidade caiu, pedidos formais de reparo foram feitos reiteradas vezes e, segundo relatos de funcionários, a Prefeitura de Rio Branco simplesmente ignorou as solicitações.
De acordo com informações apuradas, uma empresa chegou a ser enviada ao local, mas realizou um serviço considerado malfeito e improvisado. O resultado foi imediato: o portão caiu novamente pouco tempo depois, expondo alunos, servidores e toda a comunidade escolar a riscos constantes. Desde outubro do ano passado, o acesso da escola permanece de forma precária, com o portão amarrado por fios, uma solução improvisada que mais parece um símbolo do abandono institucional.

A situação se torna ainda mais grave diante dos relatos de que o portão já caiu duas vezes sobre o porteiro da escola, colocando em risco a integridade física do trabalhador. Funcionários afirmam que o medo de sofrer represálias pela gestão Bocalom os impede de se identificar publicamente.

Enquanto isso, pais, alunos e servidores seguem convivendo diariamente com o perigo, aguardando uma resposta que não vem. O caso da Escola Afonso Pinto não é isolado, mas se soma a uma série de denúncias que apontam falhas na manutenção da rede municipal de ensino. O que se vê é um retrato claro de negligência, onde a falta de ação do poder público transforma um espaço de aprendizado em um cenário de risco — no pleno coração de uma das regiões mais populosas da capital acreana.




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