Avenida Sobral vira pista de risco e moradores cobram ação urgente da Prefeitura por lombadas
Na Avenida Sobral, a realidade diária de quem precisa atravessar a pista é marcada por medo, imprudência e sensação de abandono. Carros e motocicletas trafegam acima da velocidade permitida, especialmente em um longo trecho reto antes da curva no sentido centro-bairro, onde motoristas aceleram perigosamente. Apesar do fluxo intenso de pedestres, a avenida, da ladeira do Bola Preta até antes da curva, que é extremamente perigoso, conta com apenas duas lombadas, distantes quase dois quilômetros uma da outra — um intervalo considerado perigoso por moradores.

Foto: Redes Sociais
O alerta ganhou ainda mais força após a morte de um pastor, atropelado por um motociclista ao sair da igreja e tentar atravessar a rua, no Valdemar Maciel, região do Calafate. O caso reacendeu o debate sobre segurança viária entre os moradores da Baixada. Se no bairro Calafate, que possui várias lombadas desde o Portal da Amazônia até o final da via, uma tragédia foi registrada recentemente, moradores da Sobral questionam: o que esperar de uma avenida extensa, com poucos redutores de velocidade e histórico de acidentes? Na entrada da Rua 15, onde já houve mortes, a situação é ainda mais preocupante. No local, estudantes precisam atravessar diariamente para chegar ao Colégio Áurea Pires — sem qualquer lombada que obrigue a redução da velocidade. Enquanto isso, a gestão Bocalom faz pouco caso dos moradores da Baixada, onde teve a maioria dos votos em sua reeleição.

“É um descaso antigo. A gente pede lombadas há anos, mas nada muda. Só mudam as vítimas”, desabafa um morador da região, que prefere não se identificar. Segundo ele, a comunidade vive sob tensão constante, principalmente nos horários de entrada e saída de alunos. “Aqui virou pista de corrida. Só vão fazer alguma coisa quando morrer mais alguém?”, questiona.
A população cobra da Prefeitura medidas urgentes: instalação de novas lombadas ao longo da avenida, sinalização reforçada, fiscalização eletrônica e presença mais efetiva dos órgãos de trânsito. Enquanto isso não acontece, atravessar a Avenida Sobral continua sendo um ato de coragem — e, para muitos, uma roleta-russa diária.



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