Moradores do Rosalinda relatam promessas não cumpridas e cobram presença da prefeitura nos bairros
Fotos: Paulo Murilo A convite dos moradores, o vereador André Kamai (PT) visitou o loteamento Rosalinda e registrou uma realidade marcada por ruas sem infraestrutura adequada, lama e dificuldades de mobilidade dentro da própria área urbana de Rio Branco. No decorrer da agenda, o parlamentar ouviu relatos de que, em período eleitoral, o prefeito esteve na comunidade, fez promessas de melhorias e pediu apoio, mas, segundo eles, não retornou após as eleições nem apresentou soluções concretas para os problemas estruturais da região.

Foto: Paulo Murilo
A moradora Raíza Guimarães afirmou que a comunidade aguarda o retorno do gestor, sobretudo em ano eleitoral, para que ele possa ver de perto as condições enfrentadas diariamente pelos moradores. O sentimento predominante, conforme os relatos, é de abandono e ausência do poder público em demandas básicas de urbanidade.

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Durante a visita, Kamai criticou a priorização de recapeamentos em áreas já asfaltadas, enquanto bairros periféricos seguem com carência de infraestrutura. “Fazer asfalto em cima de asfalto não resolve o problema da cidade. As pessoas moram nos bairros e precisam da prefeitura presente aqui”, declarou. O vereador também mencionou o empréstimo milionário destinado a obras viárias e questionou a ausência de intervenções em localidades como o Rosalinda, onde moradores afirmam conviver com lama, riscos à saúde e dificuldades de acesso.

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A situação observada contrasta com o discurso institucional que aponta avanços urbanos na capital. Para os moradores, no entanto, a principal demanda não é estética urbana, mas condições mínimas de dignidade, mobilidade e segurança sanitária. O parlamentar informou que levará as reivindicações à tribuna da Câmara e formalizará indicações para que o Executivo municipal adote providências.

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Em meio a um contexto político em que o prefeito já se coloca como pré-candidato a novos cargos, a comunidade cobra menos discurso e mais ações efetivas nos bairros que, segundo os próprios moradores, seguem à margem das prioridades da gestão.



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