Comerciantes denunciam abandono, ameaças de moradores de rua, perseguição de funcionários da Prefeitura e caos na Praça da Sensur
Comerciantes que trabalham na tradicional Praça da Semsur relatam viver um cenário de medo, insegurança e abandono que, segundo eles, tem se agravado nos últimos meses. Empresários e trabalhadores do local afirmam que moradores em situação de rua passaram a intimidar comerciantes e clientes, exigindo alimentos e reagindo com ameaças quando são contrariados. Há relatos de pessoas armadas com facas e bêbados nas imediações e constantes episódios de confusão que estariam afastando consumidores e prejudicando diretamente o movimento do comércio.

Morador de rua caminha nu na Baixada da Sobral, próximo a escola Serafim Salgado, onde estudam crianças.
Segundo os relatos colhidos entre os comerciantes, a situação também preocupa pais e educadores devido a episódios envolvendo crianças que frequentam a escola próxima, o Escola Serafim Salgado. Um comerciante afirmou que, dias atrás, um morador de rua teria importunado estudantes e até tentado expor partes íntimas para uma criança de 12 anos nas proximidades da instituição e não para por aí: um vídeo que se espalhou nas redes sociais mostra um suposto morador de rua agredindo uma mulher no Restaurante Popular, em plena luz do dia. Em outro vídeo, um outro morador de rua anda totalmente nu na rua da Praça.
Após a mudança do Centro Pop para a região da Baixada, a quantidade de moradores de rua aumentou consideravelmente no local. A denúncia aumenta o clima de indignação entre os trabalhadores da região, que dizem temer pela segurança de alunos, clientes e funcionários que circulam diariamente pelo local.

Suposto morador de rua agride mulher no Restaurante Popular, na Baixada da Sobral
Além da insegurança, os comerciantes também relatam problemas graves de infraestrutura e higiene. Falta d’água, furtos recorrentes e a presença constante de fezes humanas nas áreas próximas ao descarte de lixo do mercado são citados como situações que tornaram o ambiente insalubre e degradante. O mau cheiro intenso e a sujeira, segundo eles, têm afastado consumidores e comprometido a imagem de um espaço que por décadas foi referência comercial na cidade.
Outro ponto sensível nas denúncias envolve a postura da administração municipal. De acordo com comerciantes, servidores da prefeitura teriam orientado que os empresários evitassem reclamar publicamente da situação. Um dos relatos afirma que houve advertência de que, caso as críticas chegassem à imprensa, os comerciantes poderiam sofrer perseguições administrativas por parte da gestão do prefeito Tião Bocalom. Diante desse cenário, trabalhadores cobram providências urgentes do poder público para restabelecer a segurança, a dignidade e as condições mínimas de funcionamento do comércio na região.



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