Periferia em festa: Bocalom deixa Prefeitura e Alysson Bestene assume o comando da capital
A saída do prefeito Tião Bocalom ocorrida nesta quinta-feira (02) no mesmo dia em que Gladson entregou as chaves do Estado a Mailza Assis marca um momento de forte repercussão política e social em Rio Branco. Após anos à frente da administração municipal, Bocalom deixou o comando da prefeitura nas mãos de seu vice, Alysson Bestene, para disputar o governo do Acre, entrando na disputa do comando do Estado que também conta com nomes como Mailza Assis e Alan Rick. Sua saída, no entanto, não é vista apenas como uma movimentação política, mas como o encerramento de uma gestão totalmente reprovada pela população periférica da maior cidade do Acre.

Montagem sobre foto de rua de lama na capital
Após seis anos de gestão, o legado deixado por Bocalom é alvo de duras avaliações por parte da população. Apesar de obras pontuais como dois elevados, uma creche e um posto de saúde, o cenário geral da capital evidencia problemas estruturais persistentes. Moradores denunciaram, durante sua terrível gestão, milhares de ruas nas periferias esburacadas e abandonadas, além de um sistema de transporte coletivo considerado imprestável, que agrava ainda mais a mobilidade urbana.

Legado de Bocalom na periferia é de lama, buracos e abandono
A precariedade também atinge serviços essenciais. Há relatos constantes de casas com falta de água, bem como de postos de saúde deteriorados, incapazes de atender com qualidade a população. Esse conjunto de falhas administrativas e promessas não cumpridas (1.001 casas em 24 horas, 200 poços para abastecer Rio Branco, paradas de ônibus estilo europeu, ônibus elétricos, exploração do maior aquífero do mundo, construção de dois arranha-céus, e etc) contribuiu para um alto nível de insatisfação popular, refletido em rejeição recorde nos principais institutos de pesquisa ao longo de sua gestão.

Enxurradas, falta de infraestrutura e indiferença é o legado de Bocalom para a Baixada da Sobral /foto: meme gerado por IA
Com a saída de Bocalom, o sentimento predominante entre muitos moradores é de alívio e esperança. A percepção de abandono, especialmente nas regiões periféricas, onde a gestão é acusada de ter ignorado demandas básicas enquanto priorizava vias principais, consolidou uma imagem negativa do governo municipal. Agora, a expectativa da população gira em torno de uma reconstrução administrativa que consiga, de fato, atender às necessidades mais urgentes da cidade e devolver dignidade aos bairros historicamente negligenciados.



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