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Rio Branco,02/07/2026

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MP-SP processa influenciador que defendeu retirar direito de voto de pessoas pobres


MP-SP processa influenciador que defendeu retirar direito de voto de pessoas pobres

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entrou com ação contra o influenciador Leonardo Marcondes, conhecido como Léo Marcondes, após declarações discriminatórias contra pessoas pobres. A Promotoria pede a retirada de seu perfil no Instagram e indenização de R$ 300 mil.

Influenciador acusado de aporofobia

O influenciador digital Leonardo Marcondes, que soma mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, é alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo reportagem do G1, Marcondes publicou vídeos defendendo que pessoas pobres não deveriam ter direito ao voto, alegando que “não souberam tomar boas decisões para si mesmas” e, portanto, não poderiam decidir pelo país. O MP classificou a conduta como aporofobia, termo que define aversão ou rejeição aos pobres.

Pedido de indenização e retirada de perfil

Na ação, o MP-SP solicita que a Justiça determine a remoção do perfil do influenciador das redes sociais e o pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos e sociais. O órgão também pede a proibição de novas publicações com conteúdo discriminatório. A Promotoria argumenta que o discurso de Marcondes extrapola os limites da liberdade de expressão e promove exclusão política de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.

Conteúdo recorrente de ataques

De acordo com o Ministério Público, o vídeo que motivou o processo não é um caso isolado. Em outras gravações, Marcondes afirmou que pobres “não deveriam transar” e que “são preguiçosos por não querer trabalhar em feriados”. Para os promotores, todo o conteúdo da página apresenta discurso de ódio e amplia continuamente os danos sociais, já que permanece disponível para compartilhamento e reprodução.

Defesa e histórico do influenciador

A defesa de Leonardo Marcondes informou ao G1 que ainda não foi citada oficialmente e só se manifestará após acesso aos autos. O influenciador, que se apresenta como coach e empresário, é fundador de uma empresa de mentorias voltadas para “liberdade financeira”. Em depoimento ao MP, ele admitiu não possuir formação superior, apesar de comercializar cursos e palestras. O Ministério Público sustenta que a indenização tem caráter repressivo, pedagógico e preventivo, buscando desestimular a repetição de condutas semelhantes.

Fonte: G1




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