Força feminina nas urnas: mulheres ganham protagonismo e ocupam o centro da disputa eleitoral no Acre
As eleições no Acre caminham para um cenário marcado pelo crescimento da participação feminina e pela presença de mulheres em posições cada vez mais estratégicas da política estadual. O principal destaque é a chapa formada pela governadora Maílza Assis e pela vice Jéssica Sales, que protagonizam um momento inédito na história política do Acre: pela primeira vez, duas mulheres disputam, juntas, o cargo mais elevado do Estado em uma mesma chapa. Na corrida pelo Governo, elas terão pela frente o senador Alan Rick, que tem como vice o empresário Rico Leite, além da chapa encabeçada pelo ex-prefeito Tião Bocalom, ao lado do Sargento Adonis, e da candidatura do médico Thor Dantas, em uma disputa que promete ser uma das mais competitivas dos últimos anos.

A candidatura de Maílza Assis vem ganhando musculatura política, especialmente com o crescimento da mobilização feminina da periferia em torno de seu projeto eleitoral. O movimento revela um despertar de mulheres que passaram a enxergar maior importância na participação direta nas decisões políticas e administrativas do Estado. O cenário também ganha relevância diante do equilíbrio apresentado na corrida pelo Governo, com Maílza aparecendo em situação de empate técnico com Alan Rick, conforme os levantamentos eleitorais considerados no cenário da disputa. Mais do que uma competição entre nomes, a presença de duas mulheres na mesma chapa representa uma mudança simbólica na política acreana e amplia o debate sobre a capacidade feminina de ocupar espaços de liderança.

Mailza Assis e Jéssica Sales simbolizam a união e o compromisso das mulheres com a população do Acre / foto: redes sociais
Entre os demais nomes femininos que despontam no processo eleitoral está Cacilda Barbosa, que disputa pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados. Ligada à Assembleia de Deus em Rio Branco, Cacilda construiu sua trajetória a partir do trabalho social, especialmente no acolhimento e cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo indivíduos afetados pelo uso de drogas. Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre, a médica Michele Melo busca a reeleição após um mandato marcado pela atuação parlamentar e pela defesa de pautas relacionadas à saúde e à sociedade. Outro nome que chama atenção é Claire Cameli, filha do ex-governador Orleir Cameli e integrante da Nação Forte Church, que também passa a ocupar espaço no cenário político, reforçando a diversidade de perfis femininos presentes nesta eleição.

Cacilda Barbosa, Michele Melo e Claire Cameli: representam as mulheres determinadas e que querem participar das decisões que afetam toda a sociedade, através da Política
O avanço dessas candidaturas demonstra que as mulheres acreanas estão deixando de ocupar apenas posições secundárias no debate público para assumir o protagonismo em decisões que interferem diretamente na vida da população. A presença de Maílza Assis e Jéssica Sales em uma chapa para o Governo, somada às candidaturas de Cacilda Barbosa, Michele Melo, Claire Cameli e de tantas outras mulheres que participam do processo eleitoral, evidencia uma transformação gradual na política do Acre. Esse movimento não representa apenas o aumento numérico da participação feminina, mas também o fortalecimento de vozes que buscam contribuir para a definição das prioridades, políticas públicas e caminhos que o Estado deverá seguir nos próximos anos.



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