STF autoriza inquérito da PF para apurar condutas de Bolsonaro e aliados na pandemia
Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a instauração de um inquérito policial com base no relatório final da CPI da Covid, que acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados de uma série de irregularidades na condução da pandemia no Brasil. A medida responde a um pedido da Polícia Federal, e passará a tramitar no prazo inicial de 60 dias, com possibilidade de extensão.
No rol de investigados estão Bolsonaro, seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro; parlamentares como Carla Zambelli e Bia Kicis; ex-ministros como Onyx Lorenzoni e Ernesto Araújo; além de outras autoridades, empresários e influenciadores. As suspeitas envolvem crimes contra a Administração Pública, fraudes em licitações, superfaturamento, contratos com empresas de fachada, desvio de recursos públicos e incitação à população a adotar condutas prejudiciais ao enfrentamento da pandemia.
Flávio Dino afirmou que os indícios apontados pela CPI justificam que seus achados sejam objeto de investigação judicial, para que responsabilidades penais e administrativas sejam apuradas. O procedimento tramita com sigilo de nível 3, conforme o Código de Processo Penal, e a Procuradoria-Geral da República já foi notificada.
Com essa decisão, a Polícia Federal poderá ouvir os investigados, recolher documentos, e fazer diligências necessárias para aprofundar as apurações feitas pela CPI. O objetivo é verificar se as condutas apontadas configuram delitos, bem como identificar os responsáveis por eventuais desvios e omissões que tenham agravado as consequências da crise sanitária no país.



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