André Kamai cobra CPI do transporte e dispara: “chegamos ao colapso e alguém precisa ser responsabilizado”
Foto e vídeo: Paulo Murilo O vereador André Kamai elevou o tom na tribuna da Câmara, nesta quarta-feira (22), ao classificar a situação do transporte coletivo em Rio Branco como o “ápice de uma crise anunciada”. Em um discurso direto e sem rodeios, ele atribuiu o cenário atual a escolhas políticas feitas ao longo da gestão municipal e defendeu, com urgência, a instalação de uma CPI para investigar o sistema.

Vereador André Kamai
Segundo o parlamentar, o problema não surgiu agora. Ele relembrou que, desde o início, houve alertas sobre a fragilidade da operação da Ricco Transportes, que assumiu o serviço em caráter emergencial e, ao longo do tempo, acumulou dificuldades para atender a população.
“Nós vimos o transporte coletivo da cidade caminhar para o colapso”, afirmou, citando episódios recorrentes de falhas mecânicas, precariedade dos veículos e riscos enfrentados pelos usuários.
Kamai também chamou atenção para o volume de recursos públicos destinados ao sistema, aprovados inclusive pela própria Câmara, sem que isso resultasse em melhoria efetiva do serviço. Para ele, houve uma relação permissiva que contribuiu para o agravamento da crise.
O ponto mais crítico, segundo o vereador, é que a situação agora atinge diretamente os trabalhadores, com relatos de atraso salarial e incerteza quanto a direitos básicos. “Que solução nós vamos dar com a crise absolutamente instalada?”, questionou.
Sem fazer acusações diretas, ele também levantou dúvidas sobre as prioridades da gestão municipal, sugerindo que investimentos poderiam ter sido melhor direcionados para enfrentar o problema da mobilidade urbana.
Ao final, fez um apelo objetivo aos colegas parlamentares sobre a necessidade de tomar uma atitude mais concreta em relação à crise instalada. “Passamos do limite. Não há mais outra saída que não seja investigar”, completou.
A fala recoloca no centro do debate a proposta de CPI do transporte, que segue sem assinaturas suficientes para avançar. Para Kamai, independentemente de qualquer solução emergencial, é necessário apurar o que levou o sistema ao ponto atual e estabelecer responsabilidades.
Enquanto o impasse político persiste, a crise segue impactando diretamente quem mais depende do serviço: a população.



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