O poder da fé: maioria dos moradores de Rio Branco são evangélicos, aponta pesquisa
Rio Branco vive uma transformação significativa em seu cenário religioso. Levantamento realizado pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac) aponta que os evangélicos representam atualmente 51,1% da população da capital acreana, consolidando-se como o maior grupo religioso da cidade.
Pessoas de vários segmentos da sociedade se identificam como evangélico e o Acre tem até uma governadora evangélica: Mailza Assis, que pertence à Assembleia de Deus em Rio Branco, maior igreja evangélica do Estado.
Os católicos aparecem com 30,6%, enquanto 13,8% dos moradores se declaram sem religião e 4,1% pertencem a outras crenças, incluindo espiritismo, umbanda e religiões de matriz africana. Os números evidenciam uma mudança histórica no perfil espiritual de Rio Branco, marcada pelo crescimento consistente das igrejas evangélicas.

Multidão de evangélicos na Marcha para Jesus / foto: SECOM
O estudo também revela que a presença evangélica está distribuída por toda a cidade, com maior concentração nos bairros da Baixada, Belo Jardim e Vila Acre, especialmente entre os segmentos pentecostais. Já no Centro e na zona rural, os católicos mantêm participação mais expressiva, embora os evangélicos também tenham forte representatividade. Entre os entrevistados, 35,5% se identificam como pentecostais e 15,6% como não pentecostais, percentual que, somado, ultrapassa a metade da população rio-branquense e demonstra a ampla capacidade de mobilização das diferentes denominações.
Além da dimensão religiosa, os dados indicam que a predominância evangélica se mantém em todos os níveis de escolaridade e perfis socioeconômicos, refletindo uma presença transversal na sociedade. O crescimento do segmento fortalece manifestações de grande alcance popular, como a Marcha para Jesus, e amplia sua influência na organização comunitária e na vida social da capital. O levantamento mostra que Rio Branco atravessa um novo momento histórico, no qual os evangélicos se consolidam como a principal força religiosa da cidade e um dos mais relevantes atores da sua dinâmica cultural e social.




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