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Rio Branco,05/07/2026

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Velloso marca posição por uma cadeira no Senado


Velloso marca posição por uma cadeira no Senado

EDITORIAL - Faltam três meses para as eleições de 2026, e a cada dia, movimentos sutis no tabuleiro político estadual vão consolidando ou reajustando posições e intenções.

A disputa pelas duas cadeiras do Senado que estão em jogo nestas eleições, é a que vem atraindo muitas atenções no momento.

Um fato novo relevante, foi a troca de partido do Deputado Federal Eduardo Velloso, que, aproveitando-se da janela partidária, trocou o conforto da estrutura do União Brasil, pelo Solidariedade, com foco em conquistas mais ambiciosas.

O deputado ganhou mais autonomia, já que se transformou em cacique supremo do Solidariedade, mas herdou o ônus de precisar construir a sua nova legenda, a partir do zero. 

A disputa promete ser acirrada, especialmente pela segunda cadeira, já que pesquisas e sólidas evidências apontam o nome de Gladson Cameli, para a primeira.

Cada nome tem a sua trajetória e desafios a serem enfrentados todos os dias, mostrando que o panorama atual pode sofrer alterações dramáticas até o dia das eleições. 

Gladson Cameli (PP) chega ao processo eleitoral como um dos nomes mais competitivos do Estado. Ex-governador e figura de grande projeção política, mantém elevada popularidade e uma ampla rede de alianças construída ao longo de sua gestão. 

O principal desafio de Cameli nem está no campo eleitoral, mas no jurídico. A existência de processos e questionamentos judiciais cria uma nuvem nebulosa que paira sobre a sua candidatura, tornando o cenário dependente das decisões da Justiça Eleitoral.

Jorge Viana (PT) representa a principal liderança histórica da esquerda acreana. Ex-prefeito de Rio Branco, ex-governador, ex-senador e ex-presidente da ApexBrasil, possui uma trajetória consolidada na administração pública e elevado índice de conhecimento entre os eleitores. 

Sua candidatura tende a concentrar o voto do campo progressista, com o desafio de ampliar sua votação entre segmentos mais conservadores, predominantes no atual cenário político do Estado.

O atual Senador Márcio Bittar (PL) busca a reeleição no pleito deste ano. 

Ele se apoia na forte identificação com o eleitorado conservador e bolsonarista do Acre. Bitar também ex-deputado federal, mas veio consolidando a sua influência política durante o atual mandato, especialmente em razão de sua atuação na área orçamentária e da proximidade com lideranças nacionais da direita. 

Sua principal limitação decorre da elevada polarização política, que restringe sua capacidade de conquistar eleitores fora de sua base tradicional.

Sérgio Petecão (PSD) possui forte relacionamento com lideranças municipais e mantém presença consolidada no interior do Estado. Petecão vem de uma longa trajetória na política acreana, tendo exercido os cargos de vereador, deputado estadual, prefeito de Sena Madureira e senador. Enfrenta atualmente, o desafio de recuperar protagonismo em um ambiente eleitoral dominado por candidaturas de maior exposição política e intensa polarização.

Mara Rocha (Republicanos) consolidou seu nome como uma importante liderança do campo conservador ao ser a deputada federal mais votada do Acre em 2018 e disputar o governo estadual em 2022. Sua atuação é marcada pela grande identificação com parte do eleitorado de direita. Para ampliar sua competitividade ao Senado, contudo, precisará expandir sua base eleitoral e construir alianças mais abrangentes.

Jéssica Sales (MDB) representa uma tradicional família política acreana, com forte influência especialmente na região do Vale do Juruá. Ex-deputada federal, possui boa inserção regional e perfil moderado, fatores que podem favorecer seu crescimento ao longo da campanha. 

O principal desafio será transformar sua força regional em competitividade estadual, ampliando sua presença em outras regiões do Acre.


Eduardo Velloso (Solidariedade) surge como um nome associado à renovação política. Médico oftalmologista e deputado federal, construiu uma imagem ligada à área da saúde, apresentando baixa rejeição e perfil técnico. Sua candidatura busca dialogar com o eleitor que procura alternativas aos grupos políticos tradicionais. 


O maior desafio consiste em ampliar rapidamente seu nível de conhecimento junto ao eleitorado e consolidar uma estrutura política capaz de competir com candidaturas mais consolidadas.


De forma geral, o cenário eleitoral tende a organizar-se em torno de três grandes polos. O primeiro é liderado por Gladson Cameli, caso sua candidatura permaneça juridicamente viável. O segundo é representado por Jorge Viana, principal referência da centro-esquerda acreana. O terceiro reúne o eleitorado conservador em torno de Márcio Bittar. 


Mas, em termos de pré-campanha, Velloso tem se mostrado bastante ativo.

Observamos a reposicionamento em suas redes socais, confirmando a posição de pré-candidato ao Senado, além do um exaustivo périplo que vem realizando por diversos municípios do Acre. 


Um ponto de atenção sobre o nome do médico, é que, em evento recente, a própria governadora Mailza Assis (PP) referiu-se a Eduardo Velloso, como “nosso Senador”. 


Todos os candidatos buscam ocupar espaços específicos do eleitorado ou crescer a partir de circunstâncias que possam alterar o equilíbrio da disputa, como mudanças nas alianças políticas, fortalecimento regional ou eventual redefinição do quadro jurídico de alguns concorrentes.


Muita água deve passar por baixo da ponte, com promessas de agitação em dois determinantes: as convenções partidárias, previstas para o final de julho e inicio de agosto, e o dia das eleições propriamente dito. É só esperar para ver.




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