Marcus Alexandre quebra record e tem a maior votação da história de Rio Branco em 32 anos de registros oficiais
Ex-prefeito recebeu 11.424 votos na capital, 41% acima do recorde anterior, e 89 de cada 100 votos que o elegeram saíram de Rio Branco
Rio Branco (AC), 10 de outubro de 2026. Eleito deputado estadual pelo MDB com 12.872 votos, Marcus Alexandre (15777) entrou para a história eleitoral do Acre. Na capital, ele recebeu 11.424 votos, a maior votação de um candidato à Assembleia Legislativa em Rio Branco em todas as eleições com dados oficiais por município, de 1994 a 2026.

Marcus Alexandre do MDB foi o candidato mais votado da história de Rio Branco
O número supera em 3.350 votos o recorde anterior, de Roberto Duarte em 2018, e deixa o segundo colocado, Emerson Jarude, 2.808 votos atrás.
O recorde em números
Em nove eleições com dados oficiais por município, nenhum candidato a deputado estadual tinha passado de 8.100 votos em Rio Branco. Marcus Alexandre passou de 11 mil. A votação dele na capital é 41% maior que a de Roberto Duarte em 2018 (8.074) e 44% maior que a de Emerson Jarude em 2022 (7.958).
O recorde também se mede pela distância para os concorrentes. Em 2026, o segundo mais votado na capital foi Emerson Jarude, com 8.616 votos. A marca dele também supera o recorde anterior, o que mostra o tamanho da votação de Marcus Alexandre: mesmo numa eleição em que dois candidatos passaram dos 8 mil votos na capital, ele abriu 2.808 votos de vantagem. Em 2022, a diferença entre o primeiro e o segundo colocado em Rio Branco foi de 3.160 votos, mas o líder daquele ano ficou abaixode 8 mil.
A capital foi o motor da eleição. Dos 12.872 votos que o elegeram, 11.424 vieram de Rio Branco, o equivalente a 88,7% do total. A votação se dividiu de forma equilibrada entre as duas zonas eleitorais da cidade: 5.626 votos na zona 1 e 5.798 na zona 9.
Série histórica: o 1º colocado em Rio Branco em cada eleição (votos na capital)

De 1994 a 2022, o candidato mais votado em Rio Branco ficou sempre entre 4,3 mil e 8,1 mil votos. A menor marca de um líder foi a de Edvaldo Souza, em 2010, com 4.342 votos. A maior era a de Roberto Duarte, em 2018, com 8.074. Na média, os oito líderes anteriores fizeram 5.927 votos na capital.
Marcus Alexandre quase dobrou essa média, com 93% a mais. A série mostra outro dado: em 32 anos, ninguém havia rompido a barreira dos 10 mil votos para a Assembleia na capital. Em 2018 e 2022, os líderes chegaram perto dos 8 mil, mas pararam ali.
Uma votação construída com trabalho na cidade
O resultado reflete uma relação antiga de amor entre Marcus Alexandre e a periferia de Rio Branco.
Engenheiro civil, Marcus Alexandre trabalhou oito anos no planejamento do Estado e comandou o Deracre por seis anos, período da ligação definitiva da BR-364 até Cruzeiro do Sul e da Quarta Ponte da capital. Depois foi eleito e reeleito prefeito de Rio Branco, cargo que exerceu de janeiro de 2013 a abril de 2018.
Na prefeitura, a gestão entregou 28 unidades de saúde, 14 creches, cinco terminais de ônibus nos bairros e a tarifa de R$ 1 para estudantes. Também enfrentou a maior cheia e a maior seca da história da cidade. Na campanha de 2026, o slogan "Aqui é trabalho" e a hashtag #FoiMarcusQuemFez apostaram justamente nessa memória do eleitor. Para Marcus Alexandre, o recorde pertence à cidade:
“Esse recorde não é meu, é de Rio Branco. É o reconhecimento de quem viu o trabalho acontecer no seu bairro. Vou para a Assembleia com a mesma responsabilidade que tive na prefeitura: trabalhar pela capital e por todo o Acre.”
Como o levantamento foi feito
O ranking considera apenas os votos recebidos dentro do município de Rio Branco, no primeiro turno, para o cargo de deputado estadual. Para 1994, 2002, 2006 e 2026, os números foram calculados a partir dos arquivos oficiais de votação por zona eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os demais anos foram confirmados na biografia oficial da Assembleia Legislativa (2018), em reportagem do G1(2022) e nos rankings municipais da Vototeca (1998 e 2014) e do Hub Político (2010), que reproduzem dados do TSE. As eleições de 1962 a 1990 ficaram de fora porque não há dado municipal disponível para consulta.



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