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Rio Branco,22/10/2026

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Ao retratar mulher como palhaça, campanha de Alan Rick desrespeita eleitoras


Ao retratar mulher como palhaça, campanha de Alan Rick desrespeita eleitoras

Propaganda usa mulher criada por inteligência artificial, com nariz vermelho e controle remoto na mão, ao lado da expressão “Parece piada”

A campanha de Alan Rick recorreu à imagem de uma mulher com nariz de palhaço para compor um ataque a Mailza. Sentada no sofá, com um controle remoto na mão, a personagem aparece acompanhada da expressão “Parece piada”. A escolha dá um caráter desrespeitoso à abordagem: a campanha coloca na figura da espectadora o símbolo usado para ridicularizar o que ela acompanha na televisão.


Na sequência descrita, a mulher assiste ao programa eleitoral de Mailza. Ao representá-la como palhaça, a propaganda abre espaço para uma crítica direta ao tratamento dispensado às eleitoras que ouvem as propostas da adversária. A liberdade de acompanhar outra candidatura não deveria servir de motivo para constrangimento ou deboche.

O recurso visual foi deliberadamente produzido para a peça. A própria propaganda informa, em uma inscrição na lateral, que a imagem foi gerada por inteligência artificial. A cena traz ainda o slogan da campanha e a identificação da coligação Trabalho da Esperança.

Contestar propostas e cobrar resultados faz parte de uma disputa eleitoral. Nesse caso, porém, o nariz de palhaço aparece no rosto de quem está em casa diante da televisão. É essa decisão que torna a abordagem ofensiva: a representação da eleitora é usada como instrumento de ataque político.

Para atacar Mailza, a campanha de Alan expõe uma personagem feminina ao ridículo e deixa em segundo plano o respeito devido ao público que pretende conquistar.




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