MPAC abre investigação contra Bocalom por suspeitas em contrato da Ricco
Foto: Montagem O Ministério Público do Acre abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades no contrato emergencial firmado entre Prefeitura de Rio Branco e a empresa Ricco Transportes. O caso, revelado pelo site ac24horas, coloca novamente em debate a gestão do transporte coletivo na capital acreana.
A investigação tem como alvo o ex-prefeito de Rio Branco e extremista de direita, Tião Bocalom (PSDB), autor do bordão "se não roubar o dinheiro dá" e tramita sob sigilo. O procedimento busca apurar a possível prática de crimes contra a Administração Pública, prevaricação, crimes contra a ordem econômica e eventual frustração do caráter competitivo de licitação.
Autorização judicial e coleta de documentos
A portaria de instauração foi assinada pela procuradora de Justiça Gilcely Evangelista de Araújo Souza em 2 de junho de 2026, com autorização judicial concedida pelo desembargador Elcio Mendes, do Tribunal de Justiça do Acre. O MPAC determinou o envio de documentos pela Prefeitura e pela RBTrans, incluindo a íntegra do contrato emergencial, aditivos, prorrogações, processos de fiscalização e comprovantes de pagamentos. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) também foi acionado para dar suporte técnico e operacional às investigações.
Transporte coletivo sob pressão
A investigação ocorre em meio a crescentes críticas à prestação do serviço de transporte coletivo em Rio Branco. A Ricco Transportes voltou ao centro das discussões após episódios como o incêndio de um ônibus na Estrada do Calafate, que levou a Prefeitura e a RBTrans a instaurarem procedimentos administrativos. Até o fechamento da matéria publicada pelo ac24horas, Tião Bocalom não havia se manifestado sobre o caso. A apuração promete trazer novos desdobramentos sobre a condução do transporte público na capital acreana e sobre a legalidade dos contratos firmados durante sua gestão.



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