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Rio Branco,25/08/2026

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Oceanos batem recorde histórico de temperatura e Super El-Niño deve elevar níveis a 'nunca vistos', alerta Copernicus

A temperatura média diária global da superfície do mar alcançou 21,1°C no último sábado (22), batendo um recorde histórico de temperatura e atingindo o seu nível mais alto de calor, superando o marco anterior de 21,09°C registrado em março de 2024. 

Segundo o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e o Copernicus, componente de Observação da Terra do programa espacial da União Europeia, esse aumento é influenciado pelo aquecimento do oceano global, provocado pelo desenvolvimento do evento climático Super El Niño, que tende a ser o mais devastador da história.

 Fonte dos dados: ERA5. Crédito: C3S/ECMWF. 

Normalmente as temperaturas globais dos oceanos atingem altas temperaturas entre março e abril, após o verão austral, mas esse recorde foi alcançado em agosto, ou seja, fora do padrão que era esperado pelos especialistas. O marco de 21,1°C, também supera o valor mais alto já visto em agosto, registrado em 2023, com 20,98°C. Essa apontamento segue uma sucessão de registros mensais de aumento de temperatura da superfície do mar, ressaltando o calor persistente em grande parte do oceano global.

Este não é um caso isolado. O aquecimento nos oceanos tende a ser cada vez maior. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o El Niño previsto para se estabelecer nos próximos meses pode fazer o oceano alcançar uma temperatura nunca vista na história.

Quais são as consequências do aquecimento no oceano?

Ainda segundo especialistas do ECMWF, o aumento persistente das temperaturas tem consequências grandes para os ecossistemas, além de aumentar os riscos para comunidades costeiras e nações insulares de baixa altitude, ou seja, aquelas que vivem em ilhas cobertas por águas.As altas temperaturas afetam a intensidade de ondas de calor marinhas, que podem danificar ecossistemas-chave, como recifes de coral e prados de ervas marinhas, o que, por sua vez, desestabiliza as teias alimentares marinhas e indústrias como pesca e aquicultura.




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