Michelle Melo se revolta com morte de médica e pede respostas após assassinato em Brasiléia: "ela pediu socorro e não voltou para casa"
O assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, em Brasiléia, provocou indignação e reacendeu o debate sobre a eficácia das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher no Acre.
A deputada estadual Dra. Michelle Melo, médica, reconhecida por sua atuação na defesa dos direitos das mulheres, manifestou profunda indignação diante do crime, cobrando uma investigação rigorosa sobre as circunstâncias que antecederam a morte da vítima.
Segundo informações divulgadas, Elyne possuía medida protetiva e teria acionado o botão do pânico minutos antes de ser assassinada. Há relatos de que o alerta não teria resultado no envio de uma equipe policial ao local, circunstância que precisa ser esclarecida pelas autoridades.
“O que mais uma mulher precisa fazer para continuar viva? Elyne denunciou, buscou proteção, tinha uma medida protetiva ,acionou um dispositivo de emergência e, ainda assim, foi assassinada. Não podemos aceitar que uma mulher cumpra todos os procedimentos para pedir ajuda e, mesmo assim, não consiga escapar da violência”, declarou Michelle Melo.
Para a parlamentar, o caso exige mais do que manifestações de solidariedade. É necessário garantir que os mecanismos de emergência funcionem efetivamente.
“Estamos falando de mulheres que são mães, filhas, profissionais, amigas. Mulheres que têm histórias, sonhos. Até quando vamos assistir a essas vidas sendo interrompidas? O feminicídio não pode continuar sendo tratado como uma tragédia inevitável. É uma violência que precisa ser combatida com responsabilidade, e ação”, afirmou.
A deputada defendeu que os órgãos responsáveis apresentem esclarecimentos sobre o acionamento do dispositivo de emergência e os procedimentos adotados após o alerta.
Ao finalizar, Michelle Melo prestou solidariedade à família da médica e reafirmou seu compromisso com o combate à violência de gênero.
“Elyne tinha o direito de viver. Tinha o direito de trabalhar, de amar, de reconstruir sua história e de voltar para casa. A responsabilidade pela violência é sempre de quem a pratica.
Não queremos apenas lamentar a próxima morte. Queremos impedir que ela aconteça.”



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