Wagner Lopes
Subestimada e humilhada, Maílza dá a volta por cima e conquista vitória histórica no Acre
A soberba precede a ruína e a altivez, a queda
MAILZA ENTRA PARA A HISTÓRIA - Alvo de críticas pessoais e questionamentos durante a pré-campanha, a governadora Mailza Assis chegou ao segundo turno e vence com uma montanha de votos, mostrando que a percepção tóxica construída nas redes sociais por seus adversários nem sempre corresponde à decisão do eleitor, cansado daquelas campanhas sem propostas e recheadas de ódio e ataques baratos.

Mailza sofreu e foi humilhada
Durante todo o período da campanha no Acre, Mailza, que foi senadora e governadora sem nunca ter vencido uma eleição, foi alvo de apelidos depreciativos por parte de apoiadores de Alan, que sempre foi reconhecido no mundo político como alguém de um ego extremamente inflamado. Recentemente, um político o classificou com alguém que é a própria personificação da soberba e prepotência em pessoa. No mundo cristão, Alan era tido como o "Nabucodonosor do Acre."

Nas redes sociais, apoiadores de Alan, que liderou antes e durante todo o período as intenções de votos com larga diferença de Maílza (pois foi abandonada por pessoas que estavam nomeadas no seu governo e que acreditavam piamente que ela perderia no primeiro turno para Rick de "lavada") utilizavam expressões como “sem voto” e “sem sal”, "não sabe nem falar direito" tentando reduzir sua imagem pública a essas frases pejorativas e de ódio. O episódio revela um problema recorrente na política acreana: a facilidade com que o debate sobre propostas é substituído pela desqualificação pessoal. O resultado do segundo turno ocorrido ontem (25) trouxe números que merecem atenção. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Mailza recebeu 262.365 votos, correspondentes a 66,21% dos votos válidos, enquanto seu adversário, o senador Alan Rick obteve 139.108 votos, ou seja, 33,79%. Alan tirou menos votos do que havia tirado no primeiro turno e levou uma peia de quase 125 mil votos de diferença da governadora.
Mailza mostrou forte desempenho nas urnas nesse segundo turno, e os fatores que contribuíram com sua vitória foi, ao meu ver, a apresentação de propostas, a humildade, uma boa equipe de articuladores e comunicadores que levaram sua mensagem para todos os acreanos que utilizam as redes sociais, o amplo arco de alianças que fez, a vinda da ex-deputada Jéssica Sales para compor o time e a mais importante: não se rebaixar aos ataques, erros que Alan Rick cometeu e que lhe custaram caro: a derrota colossal diante de uma, não, duas mulheres, implacavelmente determinadas e empoderadas. O coração, marca que Maílza e Jéssica popularizaram no Acre, venceu o ódio.
Wagner Lopes é formado em Administração pela UNINORTE, tem MBA em Marketing, Empreendedorismo e Finanças (FAVENI) Pós graduado em Administração Pública e Gestão de Pessoas pela FAVENI; é Pós graduando em Jornalismo também pela FAVENI e Marketing Digital pela FAMEESP.



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